Um estudo publicado na revista científica Science Advances, divulgado em 22 de setembro de
2026, encontrou evidências de que seres humanos já consumiam uma substância estimulante —
derivada da noz de areca, também chamada de noz de bétel — há pelo menos 25 mil anos. É o
registro mais antigo já encontrado do uso desse tipo de droga por humanos.
A descoberta veio da análise de restos humanos encontrados na ilha de Sulawesi, na Indonésia,
conduzida por pesquisadores da Griffith University, na Austrália. A noz de areca, ainda hoje
mastigada em diversos países da Ásia por seu efeito estimulante leve, parecido com o da cafeína,
já era conhecida por civilizações antigas — mas ninguém esperava um registro tão antigo assim.
Para os pesquisadores, o achado ajuda a entender melhor os hábitos e o conhecimento botânico de
populações que viviam no Sudeste Asiático muito antes do que se imaginava, mostrando que a busca
humana por substâncias capazes de alterar o estado de espírito é bem mais antiga do que qualquer
registro histórico escrito.
O estudo reforça também a importância da ilha de Sulawesi como um dos pontos mais ricos do
mundo para achados arqueológicos ligados à pré-história humana no Sudeste Asiático.

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