O filme de fantasia “Nas Terras Perdidas” estreia na HBO Max nesta sexta-feira, 25 de setembro
de 2026. Baseado em um conto de George R. R. Martin — o mesmo autor de “Game of Thrones” — o
longa é estrelado por Milla Jovovich e Dave Bautista, dupla que já havia trabalhado junta
anteriormente em outras produções de ação e ficção, e que chega agora para um projeto de tom mais
sombrio e voltado para a fantasia adulta.
A história segue Gray Alys, uma feiticeira poderosa enviada por uma rainha desesperada para
encontrar a felicidade no amor. A missão: buscar, nas perigosas Terras Perdidas, um poder mágico
capaz de transformar uma pessoa em lobisomem. A premissa remete ao estilo característico de
George R. R. Martin, conhecido por construir universos de fantasia sombria onde magia, poder e
consequências morais complicadas andam sempre juntos — uma marca registrada que também definiu
boa parte do sucesso de “Game of Thrones”.
Na jornada, Gray conta com a ajuda do misterioso caçador Boyce, vivido por Dave Bautista, para
enfrentar criaturas sombrias pelo caminho. A dinâmica entre os dois personagens — uma feiticeira
poderosa mas emocionalmente distante, e um caçador experiente que conhece os perigos daquele
mundo — é um dos ganchos centrais da narrativa, criando espaço tanto para sequências de ação
quanto para momentos de desenvolvimento mais pausado entre os protagonistas ao longo da jornada
pelas Terras Perdidas.
O elenco ainda reúne Arly Jover, Fraser James, Simon Lööf, Deirdre Mullins, Sebastian
Stankiewicz e Amara Okereke, um grupo de atores com boa trajetória em produções de fantasia e
ficção científica. A aposta da produção é misturar ação, fantasia sombria e um toque de romance —
fórmula que costuma funcionar bem com quem curte universos inspirados nos livros de George R. R.
Martin, mesmo quando a história em questão não faz parte diretamente do universo de “Game of
Thrones” ou de “Fogo e Sangue”.
Adaptar um conto — formato geralmente mais curto que um romance completo — para um
longa-metragem costuma exigir bastante expansão de roteiro, com os criadores precisando
desenvolver personagens secundários, construir mais contexto de mundo e alongar a jornada dos
protagonistas para preencher o tempo de tela de um filme. Esse tipo de adaptação dá liberdade
criativa considerável à equipe de roteiro, mas também corre o risco de se distanciar do tom
original da obra que serviu de inspiração, algo que costuma dividir opiniões entre fãs mais fiéis
ao material de origem.
Milla Jovovich é um nome já bastante associado a papéis de ação e fantasia, tendo construído
carreira sólida nesse tipo de produção ao longo de mais de duas décadas. Dave Bautista, por sua
vez, vem ampliando o repertório nos últimos anos, alternando entre papéis de ação mais físicos e
personagens com camadas dramáticas mais evidentes. A combinação dos dois no elenco principal é
vista pela produção como um trunfo para atrair tanto o público mais fiel de fantasia quanto
espectadores que acompanham os atores por outros trabalhos.
“Nas Terras Perdidas” chega à HBO Max dentro de uma leva de lançamentos da semana de 21 a 25 de
setembro, que também traz outras séries e filmes novos para o catálogo da plataforma. Esse tipo de
janela concentrada de estreias é uma estratégia comum entre serviços de streaming, que costumam
programar vários lançamentos relevantes dentro de uma mesma semana para manter o catálogo
constantemente renovado e dar aos assinantes motivos recorrentes para voltar à plataforma.
A produção do filme também investiu pesado em figurino e cenografia para construir visualmente
as Terras Perdidas como um ambiente à parte dentro do universo criado por George R. R. Martin —
nem tão fantástico quanto os elementos mais sobrenaturais de “Game of Thrones”, nem completamente
realista, mas um meio-termo sombrio que reforça a atmosfera de perigo constante que acompanha a
jornada de Gray Alys.
Fãs da obra literária de Martin costumam acompanhar de perto qualquer nova adaptação de seus
contos e romances, dada a reputação do autor por construir universos complexos e moralmente
ambíguos. A recepção de “Nas Terras Perdidas” deve, inevitavelmente, ser comparada com o sucesso
de “Game of Thrones” e “A Casa do Dragão”, ainda que se trate de uma história independente, sem
conexão direta com aquele universo específico.
A escolha de lançar o filme direto no catálogo de streaming, sem passagem prévia pelos cinemas,
também reflete uma mudança de estratégia adotada por diversos estúdios nos últimos anos para
produções de orçamento médio dentro do gênero fantasia. Em vez de disputar espaço em salas de
cinema contra grandes blockbusters, esse tipo de longa encontra no streaming uma vitrine mais
previsível, com público já cativo dentro da própria base de assinantes da plataforma, reduzindo o
risco financeiro em comparação a uma estreia tradicional nos cinemas.
Para quem gosta de fantasia sombria com pitadas de romance e ação, “Nas Terras Perdidas”
desponta como uma das apostas mais aguardadas da semana na HBO Max. A expectativa em torno do
filme deve se confirmar — ou não — já nos primeiros dias após a estreia, quando a reação do
público e da crítica especializada vai ajudar a definir se a aposta em adaptar um conto menos
conhecido de George R. R. Martin valeu a pena para a plataforma.

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