Pokémon Horizontes: última parte da Temporada 3 chega ao fim na Netflix

A Netflix liberou, em 18 de setembro de 2026, a parte final da Temporada 3 de “Pokémon
Horizontes”, subtitulada “Altas Esperanças”. Foram 13 episódios que fecham esse ciclo da série,
dando um desfecho para arcos que vinham sendo construídos desde o início da temporada, num
lançamento que reacendeu discussões entre os fãs sobre os rumos que a franquia Pokémon vem
tomando na televisão nos últimos anos.

“Pokémon Horizontes” é a fase atual do anime de Pokémon, que deixou de lado Ash Ketchum —
protagonista histórico do desenho por mais de 25 anos — para apostar em novos personagens
centrais, Liko e Roy, numa jornada com tom um pouco diferente das temporadas clássicas. A mudança
de protagonista, depois de mais de duas décadas com a mesma figura central, foi uma das decisões
mais comentadas na história recente da franquia, dividindo opiniões entre fãs de longa data e um
público mais novo que está conhecendo a série agora.

A escolha de dois protagonistas, em vez de um único personagem central como era o caso de Ash,
também trouxe mudanças na estrutura narrativa da série. Liko e Roy têm motivações, personalidades
e arcos de desenvolvimento próprios, o que permite à produção explorar dinâmicas de dupla
protagonista — algo relativamente raro dentro do anime de Pokémon, historicamente construído em
torno de um único herói acompanhado por personagens coadjuvantes que mudavam de tempos em
tempos.

Com o fim dessa parte da Temporada 3, a expectativa da comunidade de fãs agora se volta para
os próximos passos da série: se vai ter uma quarta temporada, se algum personagem clássico vai
reaparecer, e como a Netflix vai organizar o calendário das próximas levas de episódios para o
público fora do Japão. Esse tipo de incerteza costuma gerar bastante especulação nas comunidades
online dedicadas à franquia, com fãs analisando pistas deixadas nos últimos episódios em busca de
indícios sobre os rumos futuros da trama.

A distribuição pela Netflix, em vez do modelo tradicional de exibição semanal em canais de
televisão aberta, também representa uma mudança relevante na forma como o público consome a
franquia Pokémon fora do Japão. Lançar uma leva de 13 episódios de uma vez, no estilo “maratona”,
atende a um hábito de consumo cada vez mais comum entre assinantes de streaming, mas contrasta
com décadas de tradição da franquia em episódios semanais — uma adaptação que a produção parece
ter feito conscientemente para se alinhar ao comportamento do público atual.

Para quem acompanha a franquia há mais tempo, “Pokémon Horizontes” representa uma tentativa
deliberada de renovação, num momento em que a marca Pokémon segue extremamente relevante
comercialmente — entre jogos, cartas colecionáveis e produtos licenciados — mas precisava
encontrar formas de atrair também um público mais novo para o anime, sem depender exclusivamente
da nostalgia de quem cresceu assistindo às aventuras de Ash e Pikachu nas décadas anteriores.

Os episódios já estão disponíveis para todos os assinantes da Netflix que acompanham o
catálogo de animes da plataforma, sem custo adicional além da assinatura padrão do serviço. A
disponibilização em lote também facilita a vida de quem prefere assistir a temporadas inteiras de
uma vez, em vez de acompanhar o lançamento semanal de episódios — um formato de consumo que vem
crescendo entre o público de anime nos últimos anos, seguindo uma tendência mais ampla observada
em outros gêneros de streaming.

A recepção de “Pokémon Horizontes” entre a crítica especializada tem sido mista desde a estreia
da série, com elogios à tentativa de renovação da fórmula, mas também críticas de fãs mais
tradicionais que sentem falta da presença de Ash Ketchum e Pikachu como dupla protagonista
central da franquia.

A The Pokémon Company, responsável pela franquia globalmente, também vem investindo em outras
frentes além do anime, como jogos, cartas colecionáveis e conteúdo para dispositivos móveis, numa
estratégia de manter a marca relevante para públicos de diferentes idades e níveis de engajamento
simultaneamente. O sucesso comercial de Pokémon ao longo de quase três décadas segue sendo um dos
maiores fenômenos da cultura pop japonesa, e cada decisão criativa sobre os rumos do anime é
acompanhada de perto tanto por fãs quanto por analistas de mercado interessados no desempenho da
franquia como um todo.

Fora do Japão, a recepção da franquia costuma variar bastante conforme o mercado: em alguns
países, o público segue majoritariamente fiel à nostalgia da era Ash Ketchum, enquanto em outros
mercados mais jovens a resposta a Liko e Roy tem sido mais receptiva desde o início, sugerindo que
a estratégia de renovação pode estar funcionando de forma desigual ao redor do mundo, dependendo
do perfil etário predominante entre os espectadores locais da franquia.

Com o fechamento dessa parte da Temporada 3, resta à Netflix e à The Pokémon Company definir
os próximos passos da série — uma decisão que deve levar em conta tanto a recepção do público
quanto os planos comerciais mais amplos da franquia para os próximos anos. Até lá, os fãs têm mais
um ciclo completo de “Pokémon Horizontes” para analisar, discutir e revisitar enquanto aguardam
novidades sobre o futuro de Liko, Roy e companhia.

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